Um incêndio de grandes proporções atinge uma área de vegetação do Parque Nacional do Boqueirão da Onça, entre os municípios de Campo Formoso e Sento Sé, no norte da Bahia. Cerca de 25 pessoas, entre moradores, brigadistas voluntários e agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), atuam no combate às chamas.
O fogo começou a ser registrado por moradores na tarde de quinta-feira (15). Na manhã desta sexta-feira (16), cerca de 70% do incêndio havia sido controlado, segundo a Brigada Voluntária de Sento Sé Força e Resgate. No entanto, as chamas voltaram a atingir alguns pontos, principalmente na área próxima a Campo Formoso.
O incêndio também impacta áreas como a Serra do Tirachapéu e a Serra do Cascavel, na região de Riacho de Santo Antônio, em Sento Sé, além da comunidade de Boa Vista, em Campo Formoso. Um morador da região de Sento Sé relatou que a vegetação foi devastada e que há registros de animais mortos. As equipes seguem mobilizadas para combater o fogo e monitorar os focos.
As condições climáticas, com temperaturas elevadas e tempo seco nas últimas semanas, contribuem para a propagação das chamas. As equipes também enfrentam dificuldades relacionadas à extensão da área atingida e ao acesso a determinados pontos.
De acordo com o ICMBio, os focos foram detectados por meio de monitoramento via satélite na manhã desta sexta-feira. A brigada do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Boqueirão da Onça foi mobilizada para atuar no combate ao incêndio.
Como a ocorrência é recente, o órgão informou que ainda não é possível calcular a extensão da área atingida, avaliar todos os impactos ambientais ou determinar a causa do fogo.
Parque abriga espécies ameaçadas de extinção
Criado em 2018, o Parque Nacional do Boqueirão da Onça é uma unidade de conservação destinada à proteção da biodiversidade e dos ambientes naturais da região. Com mais de 340 mil hectares, o parque abrange áreas de municípios como Sento Sé, Juazeiro, Sobradinho e Campo Formoso.
Segundo informações do governo federal, a região abriga espécies como a onça-pintada, a arara-azul e o tatu-bola, entre outros animais que enfrentam ameaças à sua sobrevivência.
Além dos danos à vegetação e à fauna, o incêndio preocupa moradores de comunidades rurais, que temem a aproximação das chamas de residências e propriedades utilizadas para a subsistência das famílias.
