Central

Mulher morre 22 dias depois de perder marido; SC chega a 20 mil mortes por Covid

Por Gabriel Filliph em 02/12/2021 às 11:51:30
Segundo familiares da vítima, Elza Parmegiani Pain não soube da morte do companheiro. O casal morava em Ponte Serrada e deixa três filhas. Casal morreu vítima da Covid-19 com 22 dias de diferença em Santa Catarina

Redes Sociais/ Reprodução

Santa Catarina chegou a 20 mil pessoas mortas pela Covid-19, após quase um ano e nove meses de registrar o primeiro óbito por conta da pandemia. Os dados foram divulgados pelo governo do estado na quarta-feira (1°), mesmo dia em que Elza Parmegiani Pain morreu vítima da doença em Xanxerê, no Oeste catarinense. Segundo a familiares, a morte dela ocorreu 22 dias depois de perder o marido, Oscar Miguel Pain. Os dois tiveram infecção por coronavírus e moravam em Ponte Serrada, mesma região.

De acordo com um sobrinho, Andre Felipe Cardoso, o casal recebeu as duas doses da vacina contra Covid. Elza será sepultada no mesmo jazigo do companheiro nesta quinta-feira (2) no cemitério municipal

Funerária informou sobre a morte do casal nas redes sociais

Redes Sociais/ Reprodução

Cardoso disse que a tia não soube da morte do marido, pois ela ficou internada no Hospital São Paulo, em Xanxerê, por cerca de 30 dias. "[Os dois morreram] pela Covid e suas sequelas. Eles não foram internados juntos, foi com dias de diferença", disse.

O casal deixa três filhas. "Meu coração está em pedaços", escreveu uma das filhas do casal em uma rede social. A outra filha do casal também se manifestou. "Essa dor eu nunca vou superar, nunca vou aceitar. Eu não aceito. A minha vida terminou! ", lamentou.

20 mil mortes por Covid

SC atinge 20 mil mortes por Covid em meio a alerta com a variante ômicron

Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), são 1.233.516 casos confirmados de Covid e 20 mil mortes desde o início da pandemia em Santa Catarina. O secretário da pasta, André Motta Ribeiro, falou sobre a preocupação com a nova variante no estado.

"O coronavírus preocupa. Estamos no meio de uma pandemia causada por um vírus que a transmissão acontece de pessoa para pessoa. São pessoas adoecendo pessoas. Então as regras valem: uso de máscaras, distanciamento, limpeza e lavagem de mãos, não aglomerar, ambientes arejados e vacinação. A variante novo virá para cá, assim como outras no futuro. Mas a doença é uma só e ela é grave", disse Ribeiro.

Para Fabrício Menegon, professor de saúde coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o desempenho do estado poderia ser melhor em combater o avanço da doenaç. O professor informou que Santa Catarina é o 10º estado do país em número de óbitos.

"Se o estado tivesse considerado fortemente a possibilidade de restrição de atividades por um período maior de tempo. Desde 2020 os pesquisadores da UFSC estão sinalizando para o governo a necessidade de implementar e reforçar as medidas de controle do espalhamento do da doença no estado", afirma.

O professor afirmou ainda que, em razão da vacinação, o número de óbitos reduziu significativamente desde de julho de 2021.

"A vacina está cumprindo o seu papel, que é evitar o agravamento da doença, reduzir internações e óbitos. Mas como acontece em qualquer outra doença, os casos podem evoluir para óbito", disse.

Contudo o professor aponta, que a região vem se tornando o segundo maior estado do país com o maior número de casos ativos, em função da flexibilização de atividades e eventos nos últimos meses.

"É um contrassenso brutal, está fazendo o seu papel por um lado, a vacinação, mas por outro lado não está controlando a evolução dos casos. E aí é um perigo muito grande, porque mesmo com grande parde da população vacinada, nunca conseguiremos reduzir a zero, ou quase zero, os óbitos por Covid. Porque o número de casos é muito alto e assim puxa o número de óbitos", conclui.

VÍDEOS: Mais assistidos do g1 SC nos últimos dias

Veja mais notícias do estado no g1 SC

Fonte: https://g1.globo.com/

Comunicar erro
2

Comentários

3