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Acusado de matar funcionária do Tribunal Superior do Trabalho com 48 golpes de tesoura é julgado no DF

Por Gabriel Filliph em 01/12/2021 às 06:39:29
Luciana de Melo Ferreira, de 49 anos, foi assassinada em casa, em dezembro de 2019. Júri popular está marcado para esta quarta-feira (1º). Filha de Luciana de Melo Ferreira, de 49 anos, encontrou mãe morta em apartamento no DF

Facebook/Reprodução

O Tribunal do Júri de Brasília marcou para as 9h desta quarta-feira (1º), o julgamento do vigilante Alan Fabiano Pinto de Jesus, de 47 anos, por feminicídio. Ele é acusado de matar a ex-namorada, Luciana de Melo Ferreira, com 48 golpes de tesoura, pouco antes do Natal, em 2019.

O Tribunal do Júri de Brasília marcou para as 9h desta quarta-feira (1º), o julgamento do vigilante Alan Fabiano Pinto de Jesus, de 47 anos. Ele é acusado de feminicídio.

A vítima, Luciana de Melo Ferreira, foi assassinada dentro do apartamento onde morava, no Sudoeste, com 48 golpes de tesoura. O crime ocorreu pouco antes do Natal de 2019.

O corpo de Luciana, que tinha 49 anos e era funcionária terceirizada do Tribunal Superior do Trabalho, foi encontrado pela filha dela, no dia 23 de dezembro. De acordo com o processo, ela foi morta dois dias antes.

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As câmeras de segurança do prédio onde Luciana de Melo Ferreira morava registraram imagens do ex-namorado dela entrando e saindo do local, na noite de 21 de dezembro. O vídeo mostra que a mulher chegou às 22h30.

Alan esperava no terraço. Ele viu a ex-namorada e desceu as escadas, até o apartamento dela. Menos de 30 minutos depois, ele foi embora (veja vídeo acima).

Alan Fabiano foi preso no dia 24 de dezembro. Depois de "passar mal no trabalho", colegas levaram o vigilante para o Hospital de Base, onde acabou detido.

Desde então, ele aguardava pelo julgamento, na prisão. A advogada Kelly Moreira, que defende o vigilante, disse que acredita "na imparcialidade dos jurados e em um resultado justo".

Vítima tinha medida protetiva contra ex-namorado

Alan Fabiano Pinto de Jesus é acusado de matar ex-namorada, em Brasília

PMDF/Divulgação

Segundo a delegada-chefe da 3ª DP na época, Cláudia Alcântara, que investigou o crime, o casal namorou por cerca de quatro meses e, quando a mulher quis terminar o relacionamento, foi ameaçada. Ela chegou a denunciar Alan à polícia.

"Quando ela [Luciana] falou que queria terminar o namoro, o suspeito disse que ia jogar o carro em uma árvore para matar os dois. Nisso, a mulher pulou do carro e registrou ocorrência na 1ª DP", disse a delegada na ocasião.

Ainda conforme a delegada, o vigilante ficou detido por três dias. Luciana conseguiu uma medida protetiva contra ele, que não poderia se aproximar da ex-namorada.

A Justiça determinou ainda que o homem usasse tornozeleira eletrônica. No entanto, de acordo com a investigação, quando cometeu o crime Alan já estava sem o equipamento.

O delegado Ricardo Viana, que também participou da investigação, disse à época que a revogação da medida protetiva e do uso da tornozeleira ocorreu no dia 4 de dezembro. Segundo ele, a retirada foi autorizada pela Justiça, depois que Luciana concordou com a medida.

Tribunal do júri

O júri popular ocorre em casos de crimes dolosos contra a vida, sejam eles tentados ou consumados, como homicídio, infanticídio, aborto ou participação em suicídio.

Durante o julgamento, os jurados determinam se de fato ocorreu crime. Se a resposta for positiva para as duas perguntas, há uma terceira decisão: condenar ou absolver o réu.

Se o júri decidir pela condenação, a fixação da pena é de responsabilidade exclusiva do juiz. A decisão inclui um cálculo técnico, que leva em consideração as questões específicas do crime.

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Fonte: https://g1.globo.com/

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